sábado, 9 de novembro de 2019

O DESEJO DA BRUXA

Diz a lenda que as bruxas da região de Coqueiros queriam fazer uma linda festa e o local para o encontro seria a praia do Itaguaçu, em Florianópolis. Todos seriam convidados, os lobisomens, os vampiros e as mulas-sem-cabeça. Os mitos indígenas também compareceram, entre eles estavam os curupiras, os caiporas, os boitatás, e muitos outros.


Em assembléia, as bruxas decidiram não convidar o diabo. A orgia se desenrolava, quando surge de surpresa o diabo que entre raios e trovões, raivosamente irritado pela atitude marginalizante das bruxas, as castiga, transformando-as em pedras grandes, que até hoje flutuam nas águas do mar do Itaguaçu. Daí o nome do lugar na língua indígena: ITA = Pedra + GUAÇU = Grande. Essa seria a parte da lenda que todos conhecem, mas outras histórias podem sempre surgir por quem passa pelas pedras e é tocado por elas...


Como se sabe, as mulheres consideradas bruxas foram também as prostitutas, as desquitadas, as que mexiam com ervas e chás, as que se negavam casar, as que se deitavam com vários homens. Assim, muitas foram queimadas nas fogueiras da Inquisição. Há quem diga, que quem se aproxima das pedras, que antes bruxas, seu poder se apodera da mulher....





E assim foi. Era um dia de semana comum, por um erro do trajeto, paramos lá. O local era ideal para quem não conhece nada da Ilha. Nos beijamos calorosamente e resolvemos descer as pedras e adentrar mais para dentro da praia. O leve ar da noite, o barulho do mar e a vista noturna por si só, já causa um calafrio na espinha e, por assim dizer, também desejos ocultos que nos move a séculos. Nos beijamos e a bruxa surgiu por detrás das pedras. Eu sabia que era ela, mas também era eu. O desejo reinava por toda a orla. O meu desejo era o mesmo desejo contido de todas as pedras, antes bruxas, antes mulheres. E eu deixei que o ritual acontecesse. Um tempo mais e entrelaçamos nossos corpos em outras pedras maiores ainda. Em pé e sem hesitar, fui me posicionando na altura desejada para o membro adentrar a bucetinha quente. E ele alcançou-a, tão molhada quanto o mar atrás de nós. Senti seu membro todo, entrando sutil e firme na bucetinha quente que o recebia desejosa. Os primeiros movimentos foram de reconhecimento do território, o pau entrava e saía de uma buceta apertadinha que se abria aos poucos de tanto prazer. Deixei-me cair na pedra atrás de mim, era a bruxa que me segurava e dizia: "vai, continua" e tive ímpeto de puxá-lo para mais perto, afim que pudesse socar de uma só vez, mas não precisou, ele foi sozinho, por conta própria e me alcançou toda, metendo até o final e quando seu membro saiu, quase disse: "não! volta ...", todas as bruxas ali me ouviram, tenho certeza e, de uma só vez, lamentavam o ato e voavam para longe deixando só as pedras e o desejo ainda contido em toda sua essência. De todo o ritual, eu só sabia de uma coisa, que não seria a última vez ... o feitiço tava feito, não se sabe até quando ... mas enquanto o desejo e a vontade permanecer, a bruxa estará lá, eu estarei lá sedenta por mais. Me impulsionando em outras posições, em outros movimentos do quadril, acondicionando Ele da maneira mais confortável, mexendo devagar até jorrar de tanto prazer. Essas bruxas....

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