sexta-feira, 1 de novembro de 2019

A volúpia da espada


Todo o cenário parecia Idade Média. Eu estava sozinha, mas pertencia àquele lugar de alguma forma, como se vivesse em uma comunidade ou tribo por ali. Por algum motivo, não sei bem ao certo me sentia em fogo e procurei o rio. Em meus sonhos era um grande rio com umas pedras na parte mais baixa, onde após tentar aplacar a chama que subia por entre minhas pernas, deitei sem calcinha, trajando somente um vestidinho curto. Ele estava molhado ainda e me esparramava na pedra, me sentindo no cio, afim de que o sol se apoderasse de mim por inteira, como um homem. Ao redor, tudo mato. De repente ouço passos de um cavalo nas folhas secas. Era um homem, parecia ser um militar, pois trajava uma farda azul marinho. Por alguns instantes me senti em pânico, e entrei numa espécie de pesadelo, mas logo distingui sua face e sua barba. Era um rosto familiar. Nos olhamos e saquei que estava ali há algum tempo me observando por entre as árvores e esse suspeitar só me deixou mais excitada. Eu era o próprio sol agora, emitia calor vindo do meio das pernas. Sem muita cerimônia o militar desceu do cavalo, que relinchava ainda, e foi se aproximando a passos lentos. Considerei nessa hora duas possibilidades: já nos conhecíamos e eu já estaria lhe esperando ou foi um encontro ao acaso. Prefiro este último, é mais excitante. Vamos aos fatos.

O militar desembainhou a espada e com ela muito afiada, ofuscando o sol, abriu de uma só vez o vestido, deixando à mostra meus seios redondos e empinados. Não dissemos uma palavra e num impulso tirou o casaco pesado com várias medalhas que não consegui identificar. Ficou só de camisa branca, mas ostentava por baixo dela o peitoril largo e algumas marcas da guerra, parecia por ora que o conhecia do mundo atual, mas caí no abismo do sonho, puxada pelo jorro de desejo enquanto o militar se esfregava sobre a vulva, de modo que eu pudesse sentir seu membro ainda dentro das calças. Nos beijávamos e nossas línguas se entrelaçavam febris, vez por outra roçava a barba pelo meu pescoço e descia até os mamilos sugando-os com sofreguidão. Enquanto isso, fui ajudando-o a baixar o zíper e descer a calça, deixando totalmente à mostra seu órgão erétil e copulador, deliciosamente macio e comprido o suficiente em minhas mãos pequenas que percorria da glande às bolas, freneticamente suave e em contínuo movimento, como que a masturbá-lo. O som era somente da água que escorria e misturava-se ao suor dos nossos corpos enquanto me contorcia pela volúpia. Já não podia mais de tanta excitação, minhas pernas abertas anunciavam que estava pronta para recebê-lo. Fui me posicionando na altura desejada, como quem prepara o alvo para ser penetrada. Só que não fui capaz de esperar, me adiantei e subi meu quadril até alcançá-lo e introduzi-o na gruta quente que o recebia desejosa. Os primeiros movimentos foram de reconhecimento do território, ele entrava e saía sem cerimônia. Enredei-o com minhas pernas sobre seu quadril e puxei-o o mais que pude para que entrasse de uma só vez, não aguentava mais esperar e agora olhando nos olhos disse-lhe: "me possua' e foi de uma só vez até retornar para voltar em seguida, como uma espada que se enfiava dentro de mim. Perdi as contas de quantas vezes, quis que não terminasse jamais e entre uma seqüência e outra coloquei-o embaixo de mim segurando seus braços ao lado e acima da cabeça para que o Sr. Militar não pudesse sair, era eu quem dava a velocidade do movimento. Devagar no início, num vaivém contínuo, deslizava aos poucos até que sorvi-o por inteiro. O orgasmo veio como um trovão a cada cavalgada. Num impulso brusco o Militar me dominou e me colocou embaixo dele me segurando pelos pulsos e me fez gozar novamente. Um grito ecoou pela floresta inteira, senti todo o líquido quente como vindo de uma mangueira que se alastrava por toda a vulva, enquanto o membro ainda ereto não parava de adentrar na gruta ensopada. Caiu por cima de mim ofegante e continuou a me beijar. Perdi a noção do tempo, do sonho e da realidade .... acordei ainda sentindo-o dentro de mim, meio assustada. Recuperei o fôlego, reconheci que era um sonho, sorri satisfeita e voltei a dormir.

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